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MensagemEnviado: Qua Jun 20, 2007 2:45 pm 
Keratolite™

Os estudos de Kligman et al. Publicados em 1969 demonstravam que a deficiência da vit. A causava hiperqueratinização, enquanto a aplicação oral ou tópica levava a uma forte descamação.


Alguns anos mais tarde, Van Scott et al. Revelaram os efeitos terapêuticos dos hidroxi ácidos no tratamento de desordens da pele. Constatou-se uma estreita relação entre essas desordens e a queratinização anormal da pele.

Queratinização:


O corpo humano é protegido por uma camada córnea, que é feita de células mortas chamadas corneócitos.

Os corneócitos provêm de queratinócitos maduros que se achatam e perdem seus núcleos, à medida que se movem da camada basal em direção à superfície da pele.

Os corneócitos estão ligados pelo cimento intercelular formado basicamente por lipídeos, como ceramidas, colesterol e ácidos graxos.

O desprendimento dos corneócitos é contínuo pelo processo natural da descamação e são substituídos através da proliferação da membrana basal.


A regulação da queratinização da pele depende dos seguintes fatores:

Intrínsecos:

 O processo de queratinização é controlado pelo balanço entre a mitose da camada basal e a descamação das células da superfície.



 Os hormônios também fazem parte do processo de regulação. Prostaglandinas estimulam a proliferação epidermal, por exemplo.


Extrínsecos:

A luz solar e a fricção induzem à hiperqueratose. Assim como, a remoção mecânica das células córneas (peeling por ex.,) estimula a proliferação da pele (processo de compensação).


Hiper queratinização:

A disfunção na queratinização é sempre um dos maiores eventos relatados nas queixas dermatológicas.

A hiper queratinização é sempre um fenômeno mais ocorrente do que a hipo queratinização.

Clinica e histopatologicamente a hiper queratinização é definida como um espessamento do extrato córneo que vai se tornando muito mais compacto.

Pode ser definida em duas categorias distintas:

 Como uma redução no grau de descamação
 Como um aumento no grau de produção de queratinócito e corneócito.


Em todos os casos patológicos descritos, a redução do grau de descamação é sempre acompanhada por um incremento da coesão dos corneócitos.


Entre os corneócitos há ligações triplas:

Desmossomas
GAP junctions
Substâncias intercelulares



Desmossomas são as pontes que ligam os queratinócitos adjacentes
Gap-junctions: são acessos prioritários para a comunicação intercelular e são capazes de alterar os metabólitos e íons.
Substâncias intercelulares mantêm o cimento intercelular.

Estas substâncias são basicamente glicosaminoglicanas e proteoglicanas que têm a propriedade de fixação de água. Elas também contêm substâncias que pertencem às famílias das ceramidas.


As patologias associadas à hiperqueratinização são numerosas. Os sintomas podem ser benignos, mas podem ser extremamente sérios.

Mesmo sendo benignos, podem conduzir ao quadro de acne e às verrugas.

As mais severas desordens podem levar às queratoses incluindo eczemas, psoríases e pele com aspecto de cobra.

As dermatoses mais severas normalmente afetam a face, regiões de dobras cutâneas, as palmas das mãos e as plantas dos pés.


Essas diferentes desordens podem cobrir toda a superfície da pele, que se torna seca e com diferentes graus de espessamento.

O termo DRY SKIN usado para descrever alguns cosméticos, muitas vezes não faz jus à seriedade deste fenômeno.


Os tratamentos usados para essas disfunções são descobertos progressivamente à medida que avançam os estudos, devido à influência de certos ingredientes ativos.

Uma descoberta recente mostrou que o fenômeno da perda ou presença de água na pele, não tem apenas uma influência física do extrato córneo, mas também do grau de descamação.


Em 1969 Kligman et al. Mostraram que o uso oral da forma trans do ácido retinóico resultava numa extensa descamação.

Dez anos mais tarde, Williams et al. Mostraram que essa descamação frequentemente considerada um efeito adverso de tratamentos com retinóides era resultante da destruição dos desmossomas.


No caso do AHAS, essa desagregação dos corneócitos não ocorre nas camadas superficiais do extrato córneo, como é o caso de agentes queratolíticos mais fortes, mas em camadas mais profundas, onde o extrato córneo se origina.


A atividade dos AHAS ainda não está totalmente compreendida. Mas todas as hipóteses convergem para dois processos:


 Bloqueio dos sítios de conexão iônica entre os corneócitos
 Bloqueio dos sistemas de enzimas de sulfatase e fosforilase


Desse modo, para as patologias resultantes de um mesmo sinal clínico, HIPERQUERATINIZAÇÃO, é possível usar ingredientes ativos que tenham o mesmo efeito, mas com um mecanismo totalmente diferente de ação.


Alpha hidroxi ácidos


Nós podemos distinguir duas classes de hidroxi ácidos: os AHA ou os BHA.
Suas estruturas químicas têm um posicionamento diferente do grupo carboxil.
(radical)

O ácido glicólico, mais conhecido dos AHA pode ser encontrado na cana de açúcar e também obtido industrialmente. Em concentrações baixas, promovem um efeito hidratante.
Em altas concentrações, um efeito queratolítico

O problema é que altas concentrações estes compostos são irritantes para a pele e os produtos cosméticos que contém mais de 6% normalmente recebem especificações como: não aplicar ao redor dos olhos.

De acordo com Greaves, a irritação induzida pelos AHA é causada por a função ácida que eles contêm.

A outra desvantagem é que essas moléculas são de baixo peso molecular, mas a maioria é solúvel em água e não são estáveis nas camadas superficiais da epiderme, que são carentes em água.

Então, essas substâncias migram para camadas mais profundas da epiderme sem tempo para exercer a função esfoliativa no extrato córneo.

A resposta da Engelhard:
Esfoliação sem irritação!

Associação molecular das tecnologias
GLYCACID™ e PROTACID™


Através das ligações covalentes ou iônicas das moléculas hidrofílicas de alfa e beta hidroxiácidos selecionadas por suas propriedades filmogênicas ou por sua afinidade com a keratina, a Engelhard desenvolveu:


 Bloqueio da função ácida sustentada pelos AHAS e consequentemente a redução do potencial de função irritativa.

 Estabilização do AHA nas camadas superficiais da epiderme.

 Obtenção de maior capacidade esfoliativa mesmo em concentrações reduzidas.


A Engelhard oferece um conceito modulado e exclusivo baseado na escolha do AHA associado a uma macromolécula marinha de origem vegetal.


PROTACID™ = planta de origem marinha + AHA
GLYCACID™ = polissacarídeo de planta marinha + AHA


Keratolite™ pode ser descrito como ácido málico e proteínas da amêndoa associadas para estabilização nas camadas mais superficiais da epiderme.


A superfície de estabilização conduz a uma considerável redução do potencial de irritação dos AHAS.

A árvore da amêndoa (Rosaceae family) é originária da Ásia Central e apareceu pela primeira vez na França em 1548. É cultivada em alguns países do Mediterrâneo e na Califórnia.

Atinge 6 a 12 metros de altura, e floresce de fevereiro a março.

Seu fruto é verde, especialmente nutritivo, de aspecto aveludado e com cerca de 24% de ácido oléico.


Keratolite™ é 20% solução aquosa de ácido málico e complexo protéico das amêndoas, numa proporção de 80 para 20.

Estudos de penetração transcutânea

O objetivo do estudo foi determinar o efeito da associação molecular na penetração transcutânea do ácido málico livre comparado à difusão do ácido málico associado com proteínas da amêndoa (Keratolite™), usando o modelo Franz de difusão celular.

Resultados:

Valores médios de difusão obtidos de duas séries de difusão celular, para ambas as preparações de estudos mostraram:



O ácido málico na molécula KERATOLITE™ aplicada com pH 5, após 48 horas em contato com a pele teve sua penetração analisada. Houve uma redução em torno de 59.4% comparada ao ácido málico livre.

Conclusão: Em formulações de uso tópico o uso da tecnologia molecular combinada, KERATOLITE™ reduz o nível da penetração de ácido málico através da pele, mantendo o tratamento ideal da camada epidérmica mais superficial, pelo contato prolongado do AHA nessa região, quando comparado ao ácido málico livre.

Além disso, o uso de KERATOLITE™ reduz o potencial irritante dos hidroxi ácidos.


Estudo IN VIVO

O objetivo desse estudo foi comparar a atividade queratolítica de formulações com e sem o ácido málico associado.


Comparar a atividade queratolítica do ácido málico associado com a de outros hidroxi ácidos.

Metodologia:


Formulações cosméticas contendo ácido málico a 2, 4 e 6% foram preparadas e testadas numa amostra de 15 voluntários caucasianos adultos saudáveis.

Usando a técnica de cromametria o efeito das formulações foi objetivamente e quantitativamente comparado ao placebo - formulação sem AHA.


Conclusão:

Os AHAS são extensamente usados como ingredientes ativos, mas a eficácia da esfoliação promovida é frequentemente verificada somente em altas concentrações e pH baixo e que quase sempre causam irritação à pele.

Então era importante encontrar uma solução para a redução do potencial de irritação, um aumento do pH da fórmula e ao mesmo tempo, manter a atividade queratolítica.



Com o resultado da combinação com a proteína das amêndoas, que bloqueia a função ácida do ácido málico, a substância se mantém na superfície reforçando o objetivo do produto.

Deste modo, a associação da tecnologia molecular da Engelhard deu a KERATOLITE™ uma grande performance. Um alfa hidroxiácido suave que esfolia a pele de forma eficaz sem irritação.

KERATOLITE™ possibilita o uso efetivo de alfa hidroxi ácidos nas formulações sem a ocorrência de irritações, variação de pH ou incompatibilidades.

Sugestão de tratamento:


Keratolite™
Perfectbase
30g
Essência maçã verde


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